No RN, 153 cidades terão emergência renovada por causa da seca

Açude Pau dos Ferros, na região Oeste do estado, está quase vazio  (Foto: Anderson Barbosa/G1)
 Dos 167 municípios potiguares, 153 estão em estado de emergência por causa da seca (Foto: Anderson Barbosa/G1)

O estado de emergência no qual se encontram mais de 90% dos municípios potiguares afetados pela seca será renovado por mais 180 dias. Em contato com o G1, a secretária-chefe do Gabinete Civil do Estado, Tatiana Mendes Cunha, confirmou que uma nova publicação será feita na edição do próximo dia 28 no Diário Oficial do Estado renovando o decreto por mais 180 dias.

Dos 167 municípios potiguares, 153 estão em situação crítica em razão da escassez hídrica. Destes, 122 são abastecidos por caminhões-pipa, 35 fornecem água aos moradores por meio de rodízios e 11 estão em colapso no abastecimento. Segundo o governo do estado, esta é a pior seca dos últimos 100 anos. Os prejuízos, somente no ano passado, somam R$ 3,8 bilhões.

Nesta segunda-feira (21), ainda de acordo com o Gabinete Civil, prefeitos das onze cidades que estão em colapso (Acari, Antônio Martins, Carnaúba dos Dantas, Currais Novos, João Dias, Luís Gomes, Paraná, Pilões, Riacho de Santana, São Miguel e Tenente Ananias) se reúnem com o governo para detalhar o chamado Plano de Enfrentamento da Seca, anunciado na semana passada pelo governador Robinson Faria.

Segundo Robinson, o governo do estado está traçando estratégias de ação para a convivência com a estiagem. O plano, para o qual foram pleiteados R$ 63 milhões, é pensado para os próximos seis meses. “Estramos enfrentando a maior crise hídrica da história do nosso estado”, frisou.

Três pontos principais compõem o plano. No primeiro, o estado pretende equipar, perfurar e comprar materiais para poços. O segundo diz respeito à forragem e ração animal, principalmente para os pequenos agropecuaristas. O último, é sobre a utilização de carros-pipa. O governo quer que o Exército Brasileiro também abasteça a zona urbana das cidades que estão em colapso.

G1RN

Comentários