Polícia diz ter nomes de suspeitos de ter executado o vereador Xanxan Suassuna


O vereador da cidade de Patu, Alexandrino Suassuna Barreto Filho, mais conhecido por “Xanxan” de 47 anos, foi executado na noite deste domingo (20) no bairro Nova Brasília, em Patu, região do Médio Oeste potiguar.

Ele foi alvejado por cerca de doze disparos de arma de fogo em frente a conhecida Churrascaria do Italiano e não resistiu.

Segundo a polícia, dois homens de moto teriam praticado o crime. Eles se aproximaram no momento em que o vereador descia do carro, com a esposa e um enteado, para jantar no estabelecimento.

Os criminosos não foram identificados, mas segundo o delegado de plantão, Luciano Augusto, a polícia já possui o nome dos dois suspeitos, que fugiram com destino ignorado.

De acordo com a PM, o vereador possuía inimigos e foi mais um integrante da família Suassuana, entre dezenas, assassinado na região.

Os mais recentes foram Paulo Henrique Suassuna Barreto, executado no ano passado em Patu, Eriberto Barreto Suassuna, morto em Pau dos Ferros no ano de 2009, João Barreto Suassuna, assassinado em Riacho da Cruz também em 2009, e ainda Geovane Barreto Suassuna, executado em Umarizal no ano de 2000.

Nenhum dos casos, até então, foi solucionado. A polícia acredita que os crimes tenham sido motivados por rixa entre duas famílias, que perduram por cerca de 30 anos.

Os assassinatos viraram tema da reportagem especial do Fantástico, Laços de Sangue, que conta os detalhes e os possíveis motivos da guerra entre duas famílias que teve início no sertão paraibano e migrou para o RN.

Uma operação policial deflagrada em 2011, apontou que mais de 100 pessoas já foram mortas.

De acordo com a polícia, Xanxan já foi vítima de outras tentativas de homicídio na cidade. Além de já ter sido preso por porte ilegal de arma em setembro do ano passado.

Alexandrino Suassuna, o Xanxan, era vereador pelo PMDB. No pleito de 2012, foi o segundo vereador mais bem votado da cidade. Ele também já ocupou o cargo de prefeito interino por três vezes.

Seu corpo foi removido pelo ITEP para ser necropsiado e liberado para sepultamento. O caso será investigado pela Polícia Civil do município, que tem a frente o delegado Sandro Reges.

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