MST faz protesto no RN e integrantes marcham até Natal

Integrantes do MST fazem caminhada de Ceará-Mirim para Natal (Foto: Júnior Santos)


Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) fizeram uma caminhada na BR-406 em direção a Natal na manhã desta segunda-feira (25). De acordo com integrantes do MST, o ato é uma das atividades previstas para o 'Abril Vermelho'. A ação faz parte da agenda nacional do movimento e tem como objetivo relembrar o Massacre de ElDorado dos Carajás. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, o grupo saiu de Ceará-Mirim.


Além de relembrar o massacre, o ato também incorporou bandeiras como a reforma agrária popular, a democracia e a luta contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

A marcha, que tem como destino final a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), localizado no bairro de Petrópolis, na Zona Leste da capital potiguar, encerrou o primeiro dia na sede da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) em Natal, na Zona Norte, aonde os manifestantes estão acampados.

O ato deve ser retomado nesta terça-feira (26) quando estão previstas ações na Zona Norte da capital potiguar, além da retomada da marcha até o centro da cidade.

O Massacre de Eldorado
O confronto entre integrantes do MST e policiais ocorreu em 17 de abril de 1996 no município de Eldorado dos Carajás, no sul do Pará, quando 1,5 mil sem-terra que estavam acampados na região decidiram fazer uma marcha em protesto contra a demora da desapropriação de terras na rodovia PA-150. A Polícia Militar foi encarregada de tirá-los do local. Além de bombas de gás lacrimogêneo, os policiais atiraram contra os manifestantes. Dezenove camponeses foram mortos.

Dos 155 policiais que participaram da ação, Mário Pantoja e José Maria de Oliveira, comandantes da operação, foram condenados a penas que superaram os 150 anos de prisão. José Maria de Oliveira permanece custodiado no Centro de Recuperação Especial Anastácio das Neves. Já Mário Colares Pantoja está em recolhimento domiciliar para tratamento de saúde. Já os demais políciais militares que foram a julgamento foram absolvidos dos crimes.

Via G1RN

Comentários