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terça-feira, 23 de maio de 2017

Estudantes do interior do RN ganham prêmio em feira internacional

Os estudantes Beatriz da Costa Dantas e Marcelo de Melo Ramalho, de Baraúna, no RN, ficaram entre os finalistas da Intel ISEF (Foto: Divulgação/Mostratec)

Após serem destaque na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), Beatriz Dantas e Marcelo Ramalho, estudantes da Escola Estadual João Abreu de Melo da cidade de Baraúna, no Rio Grande do Norte, foram premiados na feira internacional de ciências Intel ISEF, realizada em Los Angeles, nos Estados Unidos. 

Pelo projeto “Madeco Sabugosa”, um tipo de madeira ecológica produzida a partir da reutilização do sabugo e da palha do milho, a dupla recebeu prêmio de US$ 3 mil, ou R$ 9,8 mil, da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional. O evento aconteceu entre os dias 15 e 19 de maio. 

Para Marcelo, ir ao evento foi a concretização de um sonho. “Tivemos a oportunidade de conhecer pessoas do mundo inteiro e mesmo não sabendo nos comunicar no idioma deles, adquirimos muito conhecimento. Foi uma satisfação poder representar meu país e minha cidade, Baraúna. Além disso, pude levar o nome da minha família, dos meus pais que são pessoas tão batalhadoras”, disse. 

Sua companheira de projeto, Beatriz, disse que nenhuma palavra seria capaz de definir a emoção daqueles momentos. “Foi uma experiência única. Ir aos Estados Unidos para representar nosso país, nosso estado, cidade e nossa escola é algo maravilhoso. É algo tão diferente em nossas vidas que ainda não consigo descrever a sensação”, afirmou. 

A professora Priscilla Gurgel, que orientou o projeto, contou que a trajetória dos jovens começou há um ano, na feira de ciências da escola. O projeto dos estudantes foi um dos selecionados para a etapa seguinte e aprovado para a feira de ciências da Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa), onde receberam a credencial para a Febrace. 

“Foi uma vitória muito grande, um feito inédito na cidade. A intenção não era só beneficiar Marcelo e Beatriz, mas que isso tivesse uma expressão a ponto de motivar professores e outros alunos”, disse a professora. “Lá eram mais de 300 projetos dos alunos das melhores escolas brasileiras. Foi muito importante. E lá, conseguimos ser selecionados para a feira internacional”, explicou. 

Segundo Priscilla, Beatriz e Marcelo sempre foram bons alunos. “Eu já sabia que um dia eles entrariam na universidade. São jovens da zona rural, moram num local afastado da cidade, mas em nenhum momento pensaram em desistir do projeto. São alunos maravilhosos e perseverantes. A ideia foi deles, o protagonismo é todo deles. Meu único papel foi abrir os caminhos para que eles fizessem o que já sabiam fazer”, declarou. 

G1RN


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